Desenvolvimento endógeno como estratégia para a sustentabilidade de áreas marginais.

Autor: 
Borba1, MFS ; Gomes2, JCC ; Trujillo3, R

INTRODUÇÃO
Ao tratar o tema devemos antes de tudo esclarecer que desenvolvimento endógeno não implica ausência de elementos externos, pois o processo de desenvolvimento pressupõe um diálogo constante entre elementos internos e externos. De um lado os atores locais se apropriam de componentes “globais” (cultura, signos, tecnologia, conhecimento, etc.), num processo permanente de desconstrução / reconstrução. De outro, o local oferta seus “produtos” ao global que assim se apropria de elementos locais (REMMERS, 1998). O desenvolvimento endógeno é aquele onde os elementos locais são a referência, ou seja, é aquele que parte das características e recursos locais (potencial endógeno) para promover uma nova coerência entre os elementos tradicionais e os externos, tratando de harmonizar as condições ecológicas, socioculturais e econômicas locais. O desenvolvimento endógeno é compreendido como desenvolvimento local, produzido principalmente por impulsos locais e largamente fundado sobre os recursos locais. Não estamos falando de autarquias (isolamento total) ou regiões totalmente autônomas. O que argumentamos é que a determinação das opções e o controle deve ser local e os benefícios mantidos no local num “processo auto-centrado onde a maior parte dos valores gerados sejam re-alocados no local” (LONG & van der PLOEG, 1994).

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